SBC defende PL que cria seguro para profissionais de saúde que atuam na Pandemia

Necessidade foi identificada devido à contaminação dos profissionais de saúde pela Covid-19, em parte, devido à falta de equipamentos de proteção individual

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) encaminhou ofício ao deputado Hugo Motta (PL-PB), nessa segunda-feira (30), onde propõe a criação de um projeto de lei (PL) que torna obrigatória a contratação de seguro de vida em favor dos profissionais de saúde.
A necessidade foi identificada a partir do aumento de casos de contaminação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem pelo novo coronavírus nas últimas semanas, muitas vezes, devido à falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) durante o atendimento a pacientes com a Covid-19.

No mundo inteiro, inclusive no Brasil, tem sido registrado a falta de luvas, máscaras, óculos e aventais para os profissionais de saúde que estão trabalhando na linha de frente de combate à pandemia. “Há uma dificuldade global na oferta e obtenção de equipamento de proteção individual para esses trabalhadores, o que eleva exponencialmente o risco de contaminação pelo coronavírus. Hoje sabemos que entre 20% e 30% dos profissionais de saúde vão adquirir essa infecção”, alerta o presidente da SBC, Marcelo Queiroga.

Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o seguro garante uma compensação para aqueles que vierem a ser infectados nos seus postos de trabalho, na linha do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O número de casos de médicos infectados pela Covid-19 vem aumentando não somente entre os profissionais acima de 60 anos ou com doenças crônicas. Queiroga lembra que há o registro de um jovem médico de Brasília, sem qualquer doença preexistente, que foi contaminado e está internado. “A nossa preocupação não é somente com os cardiologistas, mas com todos os profissionais de saúde que estão na frente de combate dando assistência à população brasileira, que chegará cada vez em maior número aos hospitais, unidades básicas de saúde e de pronto atendimento”, ressalta Queiroga.

O ofício encaminhado pela SBC traz ainda que a imprensa internacional tem destacado que uma das peculiaridades da pandemia é o elevado risco de infecção e morte de profissionais de saúde devido à Covid-19. “No cenário atual de enfrentamento de emergência de saúde pública, em que os médicos e os profissionais que estão na linha de frente são fundamentais para o cuidado com a população, a contratação de seguro de vida é uma maneira de salvaguardar a vida dos que atuam na saúde”, finaliza Queiroga.

O deputado Hugo informou que vai analisar e encaminhar a sugestão “por ser uma grande contribuição a todos os profissionais que atuam em hospitais e unidades de saúde, que infectados por esta patologia, não ficarão e nem suas famílias desemparados”.

SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

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